ROI (Retorno sobre Investimento)
Publicado por Henrique Della Manna em Junho 27, 2008
Há duas leis básicas que uso como padrão para qualquer campanha que pretendo lançar:
1) Se você não tem um produto excepcional, faça propaganda e não marketing direto de engajamento, pois as pessoas dirão a verdade sobre o produto. O blogueiro, ou qualquer outro usuários de internet, não tem amarras com ninguém e consequentemente pode ter muito pouco a perder fazendo comentários incisivos.
2) Avalie o ROI (retorno sobre investimento) da maneira correta. O retorno de uma ação como essa deve ser medido de forma quantitativa mas analisando qualitativamente as manifestações. Milhares de posts sobre o assunto é um resultado muito diferente dos mesmos milhares de posts positivos sobre o produto. Se só falarem da experiência, não estão divulgando o produto e conseqüentemente o retorno é muito baixo. Pior ainda se falarem bem da experiência e levantarem problemas do produto.
Levando em conta estas simples leis (quais incrivelmente o mundo publicitário brasileiro não respeita), recebi um email hoje que foge um pouco do mundo online, mas mostra de forma simples a utilização de ambas as regras:
Publicado em um site financeiro
Uma mulher (USA – New York) escreveu pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é engraçado, mas o melhor da história é que um cara deu a ela uma resposta bem fundamentada.
Dela:
Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 28 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso e possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?’
Dele:
‘Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando o seu tempo, pois ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: o que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você procura, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Proposta clara, sem entrelinhas.
Mas tem um problema: Com toda certeza, a sua beleza vai decair e um dia acabar, e o mais provável é que o meu dinheiro continue crescendo. Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como essa depreciação é progressiva, cada ano maior!
Explicando, você tem 28 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano, e de repente, se você se comparar com uma foto de hoje, verá que já estará um caco. Isto é, em termos de mercado, você está hoje na ‘alta’, na época ideal de ser vendida, não de ser comprada. Usando o linguajar de Wall Street, quem a tem hoje deve tê-la em ‘trading position’ (posição para comercializar) , e não de ‘buy and hold’ (compre e retenha), que é o para quê você se oferece.
Portanto, ainda em termos comerciais, casamento (que é um ‘buy and hold’) com você não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser e em termos sociais, um negócio razoável de que podemos cogitar é apenas namorar.
Cogitar… Já cogitando, e para certificar-me do quão ‘articulada, com classe e maravilhosamente linda’ você seja, eu, provável futuro locatário dessa ‘máquina’, quero o que é de praxe: fazer um ‘test drive’
Peço marcar.’
Mari Dios-Tan disse
hahaha barbaro! Adorei a resposta dele.